
O ciúme surge quando há a percepção de uma ameaça que pode ser real, ou imaginada.
A ameaça real é aquela quando o parceiro dá motivos, porque tem interesse real em outra pessoa, por ter a necessidade de se sentir desejado e ou provocar a parceria porque se sente “colocado de lado”. Isso aciona o ciúme do outro e é um comportamento nocivo ao outro e compromete a relação.
Isso tem que ser corrigido no casal a terapia de casal dá ferramentas para solucionar o ciúme provocado e real.
Mas existe o ciúme imaginado, presumido, ou seja, não existem motivos, a ameaça só existe na cabeça de quem sente. Este tipo de ciúme pode aparecer por crenças de que “todo homem trai” ou “nenhuma mulher presta”, por questões de insegurança pessoal porque não se sente suficiente para ser amado, por episódios do passado ou questões inconscientes ligadas à história pessoal de quem sente o ciúme, há um medo de ser abandonado e não suportar essa dor.
A pessoa que sente o ciúme imaginado geralmente é uma pessoa insegura que sempre se compara aos outros e necessita vigiar o parceiro pois em qualquer situação enxerga uma ameaça real de perda.
Esse tipo de ciúme imaginado gera inúmeros conflitos para o casal, desgastando a relação e provocando um distanciamento emocional entre os dois.
Quando não trabalhado, o ciúme pode gerar:
- Controle excessivo
- Invasão de privacidade
- Brigas constantes
- Agressividade
- Confirmação da crença central
E o que é a confirmação da crença?
Pessoa com uma baixa autoestima e uma autoimagem fraca controla tanto o parceiro que gera afastamento do parceiro, por óbvio, e interpreta o afastamento como prova de que não é suficiente.
É importante ressaltar que o ciúme NÃO é prova de amor, como se acredita no imaginário coletivo. O ciúme patológico onde quem sente imagina coisas que não existem, precisa e deve ser tratado clinicamente em terapia individual e o casal em terapia de casal, obviamente por terapeutas distintos.
Em não havendo a intervenção clínica, o ciúme vai corroer a relação que pode até ser desfeita, porque aciona o Ciclo do desamor na relação que culmina num afastamento real, visto que gera sentimentos de raiva, ressentimento e ódio.
Não posso deixar de citar que há um ciúme que não é nocivo, que é aquele que sentimos em relação ao outro, que não desencadeia uma paranoia, mas que demonstra cuidado e apreço pelo outro.
Neste tipo de ciúme, quem sente consegue raciocinar e perceber que não é real, apenas uma impressão ou um sentimento que vai e vem, ou seja, controlável.
Não trate o ciúme patológico como ser normal, não é.
Desgasta a relação e enfraquece os sentimentos.
Se você passa por esta situação, não hesite em buscar ajuda, um terapeuta de casal pode ser um aliado para superar o ciúme e fortalecer o seu relacionamento.
Eu sou especialista em atendimento de Casais e Relacionamentos e já contribui para muitas pessoas conseguirem superar o assombro do ciúme.
Luz Marina Toledo